Economia
A Máxima “Quanto Mais se Ganha Mais se Gasta” e o Aumento dos Impostos
O perigoso ciclo do gasto: entenda por que o aumento de impostos não resolve o déficit governamental e funciona como a “inflação de estilo de vida” do Estado
Comportamento comum, conhecido como “inflação de estilo de vida”, a máxima quanto mais se ganha mais se gasta, indica que quando há aumento na renda do indivíduo, suas despesas aumentam proporcionalmente ou até mais do que esse aumento. A consequência, logicamente, é a não formação de poupança, e um círculo vicioso de consumo.
Murray Rothbard (1916-1995), economista americano, filósofo político e principal fundador do anarcocapitalismo, desmontou, em um artigo, dez mitos econômicos. Entre eles, me chamou atenção o Mito de número 3, em que se acredita que o “aumento dos impostos é a solução para os déficits”.
Interessante como o comportamento de muitos governos se assemelha ao das pessoas nessa situação. Eliminar déficits simplesmente aumentando a receita sem manter ou até cortar as despesas, é como dar doses cada vez mais fortes de um remédio que alivia os sintomas de uma doença, mas não a cura.
A julgar pela experiência que temos no país, fica evidente que quanto mais a receita de impostos é elevada, mais os burocratas e políticos aumentam seus gastos. Não deveria ser assim, mas empiricamente constatamos que sempre é desta forma.
Aumento de impostos é a expropriação do seu ganho para beneficiar a burocracia. O estado não tem dono, não é uma empresa onde a eficiência na gestão dos recursos é a regra.
A receita é clara, óbvia e certeira: a única forma de reduzir o déficit governamental é cortar despesas, aumentando a eficiência da gestão pública. Qualquer solução fora disso, é sonho de uma noite de verão.
