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Economia

O Preço de Paridade de Importação e a Insistência de Que a Economia do País Deve Ficar Em Uma Bolha Protetora

A ilusão do controle de preços: como o abandono da Paridade de Importação (PPI) mascara a inflação no curto prazo, mas ameaça o abastecimento e os investimentos no futuro

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Uma ilustração 3D conceitual e metafórica sobre a economia e o mercado de combustíveis. No centro, uma bomba de combustível clássica e uma refinaria em miniatura presas dentro de uma bolha de vidro frágil. Fora da bolha, um mar agitado com navios petroleiros e engrenagens financeiras globais (representando o mercado internacional e as crises geopolíticas). A bolha começa a apresentar pequenas rachaduras sob a forte pressão externa. A iluminação contrasta o interior da bolha (uma luz artificial, pálida e estagnada) com o exterior (uma luz dinâmica e tempestuosa), simbolizando o perigo da ilusão de proteção do mercado interno contra a realidade global. Estilo editorial moderno, crítico e hiper-realista. Alta resolução, proporção 16:9 (820x468).

Adam Smith no século XVIII já alertava que o livre comércio era a solução, e a manipulação de preços pelo estado impedia a eficiência. Estamos no século XXI e parece que a lição ainda não foi aprendida.

Bastou uma crise, a exemplo da que estamos vivendo com a guerra no oriente médio para nos mostrar como certas medidas, tal qual o abandono da PPI – Política de Paridade de Importação para os combustíveis, não funcionam.

A PPI é uma simulação do custo de importar gasolina ou diesel. Seu objetivo era o de evitar prejuízos para a Petrobrás quando os vendesse mais baratos internamente do que o preço internacional. Sem dúvida de que isso preservava a saúde financeira da empresa, remunerando seus acionistas e formando poupança para novos investimentos.

Outro benefício dessa política era evitar o desabastecimento, pois é preciso lembrar que empresas importadoras privadas não teriam incentivo. Comprar internacionalmente a um preço maior e vender internamente a um preço menor inviabiliza o negócio.

Um mercado livre torna o setor atraente, incentivando novos atores a entrar no jogo, pois há uma alocação eficiente dos recursos. Isso é básico em economia, mas parece que nossos administradores não entendem.

Os argumentos para o abandono dessa política são de que, ao ficar à mercê dos preços internacionais, as variações internas passam a ser abruptas, causando inflação e prejudicando o consumidor.

Ok, em um primeiro momento os preços irão variar e causar inflação, mas, como sempre, a preocupação é o curto prazo, pois não se pensa que com uma capacidade de investimentos reduzida, a dependência externa continuará no futuro. Ou não é isso que aconteceu com as refinarias de óleo diesel que nunca saíram do papel? Temos sim, petróleo, mas não capacidade suficiente de refino.

Na situação atual as medidas são sempre aquelas de “apagar incêndio”, tais como corte de tributos, subvenções, dividir custos com os estados etc., ou seja, tudo que não ajuda em nada nossas já combalidas finanças públicas.

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