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A Necessidade, ou Não, do Banco Central

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Uma imagem conceitual dividida ou dual. À esquerda, sob uma luz azul e calma, o Banco Central é representado como um templo grego sólido e imponente, sustentando um pilar rotulado "ESTABILIDADE" (visão tradicional). À direita, sob uma luz alaranjada de alerta, o mesmo templo se revela uma máquina industrial frenética, imprimindo dinheiro que se transforma em grandes bolhas de sabão frágeis (representando inflação e bolhas econômicas) prestes a estourar sobre uma cidade. O contraste visual questiona a intervenção versus a naturalidade do mercado. Estilo ilustração editorial 3D detalhada e realista. Alta resolução, proporção 16:9 (820x468) (horizontal e não quadrado)

Quando o assunto é Banco Central as opiniões dos economistas são divergentes. O que prevalece hoje é a autonomia do BC, medida defendida pela nova economia Keynesiana e o Monetarismo, em linha com o liberalismo econômico. Ambos entendem que um BC autônomo aumenta a credibilidade da política monetária, ancorando as expectativas de inflação.

Os monetaristas, mais alinhados ao liberalismo econômico, acreditam que a moeda não deve ser gerida por governos populistas, o que evita a expansão monetária e consequentemente a inflação. A exceção é o economista Milton Friedman, que sempre foi um crítico da independência do Banco Central.

Essas opiniões são corroboradas por estudos do FMI, que sugerem que a independência do Banco Central está diretamente ligada à manutenção da inflação baixa. 

O argumento é o foco no longo prazo, estabilizando os preços sem pressões políticas. A credibilidade é outro fator que aumenta a confiança dos investidores reduzindo o risco-país. As críticas ficam por conta dos economistas heterodoxos que argumentam que o BC independente fica subordinado ao mercado financeiro e aos rentistas, o que impede o desenvolvimento e geração de empregos.

Mas, e se o Banco Central não existisse, quais seriam as consequências para a economia? O que pode parecer loucura, é perfeitamente crível para a escola de Economia Austríaca.

Para a escola Austríaca, os bancos centrais são causadores dos ciclos econômicos (expansões e recessões). A manipulação da moeda e dos juros, segundo a escola, distorce o funcionamento do livre mercado.

Mises e Hayek mostram que a manipulação das taxas de juros de forma artificial as mantém abaixo do nível que poderia ser determinado pelo mercado. Ao preservar os juros abaixo do que seria a taxa real, os empresários são enganados e investem em projetos longos e arriscados que não teriam demanda real, ou seja, a taxa de juros artificial induz à má alocação de recursos,

Em relação à expansão monetária, ao imprimir moeda o BC gera inflação, reduzindo o poder de compra. Tomando um exemplo simples, se temos dois produtos e cada um custa $ 50 e a economia tem moeda disponível no valor de $ 100, cada produto deverá custar $ 50. Se um produto passar para $ 60, o outro deverá ser reduzido para $ 40, pois não haveria recurso suficiente para a compra dos dois. Caso o outro se mantivesse em $ 50, teríamos que ter $ 110 na economia.

Concluindo com esse simples exemplo, se o banco central expande a base monetária além da capacidade de produção da economia, os preços sobem.

O capitalismo é feito de ciclos. Não há um crescer constante, e para a escola Austríaca as recessões são necessárias para limpar a economia dos investimentos ruins feitos durante o boom. Para ela, as intervenções do banco central apenas adiam o ajuste e criam crises piores no futuro.

Em resumo, segundo a economia austríaca, o BC é uma instituição que impede o fluxo natural do mercado, gerando instabilidade, bolhas especulativas e redução do poder de compra. E você leitor, o que acha?

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