Rock
Rock e Dinheiro
Da rebeldia aos milhões: por que até os ícones do rock precisam de gestão financeira e planejamento para não saírem de cena precocemente
Rebeldia, resistência, liberdade, o rock representa tudo isso e mais um pouco. Críticas ao sistema, ao capitalismo, ao dinheiro, poderiam nos levar a pensar que os grandes astros do rock deveriam viver de acordo com o movimento hippie, uma contracultura que defendia, entre outras coisas, o anticonsumismo.
Mas, sabemos que o mundo real não é bem assim. Apesar de representar a liberdade e tantos outros valores, o Rock é um negócio de milhões, e como tal, precisa de gerenciamento. Muitos artistas tiveram problemas financeiros, e exemplos não faltam, como a banda The Clash e Mick Fleetwood (Fleetwood Mac). Nos anos 1970, Alice Cooper com seus excessos ficou sem um centavo, e Courtney Love, cantora e viúva de Kurt Cobain enfrentou graves problemas financeiros, colocando a culpa nos executivos musicais predatórios e má gestão de direitos autorais.
Sendo um negócio, é preciso gerenciamento contínuo que faça com que o talento seja sustentável. As carreiras devem ser como uma empresa, com preocupações com o fluxo de caixa e planejamento das finanças.
O primeiro item é aquele fundamental em qualquer negócio: a separação das finanças pessoais com as finanças da banda. Controlar o fluxo de entradas e saídas também é imprescindível.
A exemplo da extinta banda Kiss, a diversificação das receitas é outro fator fundamental, pois hoje, a principal fonte de receita são os shows, que consomem muita energia e tempo dos artistas, portanto, fixar a marca é uma alternativa para elevar as receitas além das apresentações. Focar em royalties, venda de produtos e licenciamentos também é recomendado.
As turnês devem incluir em seus planejamentos os custos de transporte, hospedagem alimentação, entre outros, ou seja, planejamento aqui é fundamental. Apesar dos músicos se concentrarem em sua arte, o conhecimento da educação financeira é importante para entender minimamente a gestão do dinheiro. Um exemplo é Mick Jagger, vocalista dos Rolling Stones, que estudou finanças na London School of Economics nos anos 1960, e embora não tenha concluído o curso, seu interesse por finanças é conhecido.
