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Sistema de Consórcios Quebra Recordes Históricos em 2025

Vendas de cotas somam 5,16 milhões de adesões e negócios superam R$ 500 bilhões enquanto consorciados ativos atingem 12,76 milhões. Perspectivas de crescimento sinalizam 11,0% para 2026

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Uma ilustração digital triunfante e futurista. No topo de uma montanha estilizada feita de barras de ouro e gráficos ascendentes, uma bandeira brilha com os números "2025 - RECORDE HISTÓRICO". Ao redor da montanha, em uma espiral ascendente, ícones 3D de carros, casas, motos e caminhões orbitam em harmonia. Na base, uma multidão diversificada de pessoas (representando os 12,76 milhões de consorciados) olha para cima com otimismo. O céu é limpo e iluminado por um sol radiante que projeta raios dourados sobre o cenário. Estilo de arte digital vibrante e inspirador. Alta resolução, proporção 16:9 (820x468).

O Sistema de Consórcios fechou 2025 registrando quebra de vários recordes históricos nos indicadores nacionais e setoriais. Ao ratificar a crescente confiança do brasileiro, a modalidade comprovou também sua importante presença nos segmentos produtivos.

Os avanços nos acumulados de vendas de cotas confirmaram as projeções, geral e setoriais, feitas pela assessoria econômica da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios no final do ano passado. Ao resultar em 15,0%, acima do dobro do previsto de 6,0% para 2025, validou os estudos, levantamentos e indicativos do Índice de Confiança do Setor de Consórcios (ICSC) divulgados no decorrer do ano.

Mesmo em um ano marcado por oscilações na economia devido a fatores endógenos e exógenos, o mecanismo demonstrou solidez consolidando seu market share entre as várias linhas de crédito disponíveis no mercado para aquisição de bens ou contratação de serviços.

O progresso constante do consórcio no cenário econômico está principalmente apoiado na consciência do consumidor que busca aplicar e ampliar o conhecimento sobre a essência da educação financeira, na qual o planejamento é o principal fundamento.

Presente nos mais diversos segmentos, o consórcio, alternativa para quem deseja adquirir bens móveis e imóveis e contratar serviços de forma planejada, proporcionou aos consumidores a concretização de inúmeros objetivos.  

De janeiro a dezembro, o consórcio acumulou vendas no total de 5,16 milhões de cotas, mais uma vez um novo recorde histórico. Houve aumento de 15,0% sobre as 4,49 milhões de adesões de 2024. Os créditos comercializados, resultantes dos negócios concretizados, também bateram recorde. O volume ultrapassou a marca de R$ 500,27 bilhões, 32,1% maior que os R$ 378,73 bilhões do ano de 2024.

Crescente, os participantes ativos atingiram total inédito de 12,76 milhões em dezembro de 2025. Foram registrados 13,8% acima dos 11,21 milhões de consorciados daquele mês em 2024. Desde janeiro de 2022, mês após mês, foram registrados 47 recordes consecutivos, com exceção de abril de 2023, até dezembro do ano passado, anotando um avanço de 55,4%.

Paralelamente, a somatória de consorciados contemplados, momento em que as contemplações podem ter seus créditos transformados em bens e serviços, chegou a 1,77 milhão, 4,1% acima das 1,70 milhão de 2024. A liberação de créditos totalizou R$ 123,16 bilhões, potencialmente injetados na economia, sendo 22,4% superior aos R$ 100,58 bilhões de um ano antes.

O tíquete médio de dezembro alcançou R$ 86,74 mil. Cravou alta de 10,7% sobre o do mesmo mês de 2024, que na ocasião apontou o valor de R$ 78,35 mil. O aumento confirmou o interesse do brasileiro por cotas de maior valor, que, a despeito de os créditos serem cada vez mais altos, o valor das prestações mensais foi compatível com o bolso dos consorciados.

“Em 2025 registramos efetivamente um dos melhores resultados do Sistema de Consórcios ao longo de sua história.  O desempenho anotado, comparado a 2024, foi positivo especialmente no crescimento do número de consorciados, considerado o aumento de conhecimento da essência da educação financeira. Apoiados no planejamento, os participantes vêm conquistando seus objetivos pessoais, evolução patrimonial, melhoria da qualidade de vida, entre outros”, aponta Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios.

“Ao estar cada vez mais presente na cultura financeira do brasileiro, o Sistema de Consórcios, por consequência, tem contribuído diretamente para o controle das finanças pessoais de forma responsável e consciente, sem imediatismos, com a tranquilidade que decisões equilibradas proporcionam”, complementa.

DETALHES DOS INDICADORES

VENDAS DE COTAS – RECORDE NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS

No total das vendas, 5,16 milhões, a distribuição por segmento ficou assim: 1,91 milhão de veículos leves; 1,44 milhão de motocicletas; 1,35 milhão de imóveis; 197,93 mil de veículos pesados, 200,80 mil de eletroeletrônicos; e 61,73 mil de serviços. A média mensal de 430,00 mil, anotada nos doze meses, foi 15,0% acima da obtida no mesmo período de 2024, quando chegou a 373,78 mil cotas comercializadas.

Registramos em outubro o maior volume de adesões entre todos os segmentos, quando atingimos 518,18 mil. Um mês antes, em setembro, a soma chegou a 507,14 mil vendas, a segunda melhor marca.

Percentualmente nos seis segmentos, cinco registraram alta nos acumulados de comercializações: eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, com 51,0%; imóveis, com 36,2%; serviços, com 16,9%; veículos leves, com 9,4%; e motocicletas, com 8,3%. Somente um apontou retração: veículos pesados, com (-15,0%). Considerando que os anos de 2023 e 2024 tiveram volume de vendas de cotas acima da média, o resultado negativo em relação ao ano anterior pode ser considerado dentro dos parâmetros normais da média de vendas ao longo dos anos e pouco interferiu no avanço de 15,0% anotado no acumulado geral de vendas, incluindo todos os segmentos verificados de janeiro a dezembro.

CONTEMPLAÇÕES

Nos doze meses, os 1,77 milhão de consorciados contemplados incluiu: 764,11 mil de veículos leves; 675,77 mil de motocicletas; 145,37 mil de imóveis; 96,08 mil de veículos pesados; 56,53 mil de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 36,60 mil de serviços. A média mensal chegou a 147,50 mil, 4,1% acima do atingido no ano passado, com 141,66 mil contemplações.

PARTICIPANTES ATIVOS

A presença de consorciados ativos em cada segmento esteve assim distribuída: 42,2% nos veículos leves; 25,2% nas motocicletas; 22,2% nos imóveis; 7,2% nos veículos pesados; 2,2% nos eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 1,0% nos serviços.

Em cada segmento no qual o consórcio está presente, dos 12,76 milhões de participantes ativos, o total ficou assim dividido: 5,38 milhões em veículos leves; 3,22 milhões em motocicletas; 2,83 milhões em imóveis; 916,13 mil em veículos pesados; 285,83 mil em eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 128,53 mil em serviços.

TÍQUETE MÉDIO EM CINCO ANOS

Ao analisar o desempenho dos tíquetes nos meses de dezembro nos intervalos dos últimos cinco anos, observou-se aumento nominal de 28,2% na evolução dos valores médios registrados. Ao descontar a inflação (IPCA) de 21,5% do período, na relação da diferença de R$ 67,64 mil, em dezembro de 2021, para R$ 86,74 mil, no mesmo mês de 2025, houve valorização real de 5,5%.

PERSPECTIVAS PARA 2026

Ao projetar o Sistema de Consórcios para este ano, o economista da ABAC, Luiz Antônio Barbagallo, mostrou boas perspectivas, baseadas em estudos realizados na entidade. “Em 2026, acreditamos na possibilidade de obtenção de desempenhos setoriais semelhantes ou até maiores que os alcançados no ano passado. As expectativas apoiam-se principalmente na continuidade do crescimento, mesmo em épocas de conjunturas econômicas desfavoráveis, e na  conscientização do brasileiro sobre planejamento financeiro, que colocam o consórcio como uma das principais opções racionais e seguras para consumidores e investidores”.

Ao ponderar a possível estabilização da inflação, eventualmente refletida na baixa da taxa Selic, a continuidade da redução do desemprego, que em novembro último chegou a 5,2%, e com alguma desaceleração da economia, Barbagallo entende que “2026 seja um ano de superação de desafios. Há possibilidade de obtenção de novos recordes de adesões, negócios e participantes. Calculamos, que, a exemplo de 2025, o Sistema de Consórcios possa crescer um pouco mais e atingir até 11,0%, cinco pontos percentuais maior que o estimado para o ano passado.”

No ano passado, a meta estimada em 8,0% para o crescimento do acumulado de vendas de cotas foi superada. Alcançou 15,0%, quase o dobro do previsto.

Nos segmentos, os percentuais poderão variar de acordo com os comportamentos de cada mercado. No de imóveis, por exemplo, a estimativa é para 25,0%, considerando a boa evolução ocorrida nos últimos anos. Desde 2019, a média anual de aumento tem sido 21,0%. Somente no ano passado, a evolução foi de 36,0%, quase o dobro dos estimados 20,0%. Com o segmento imobiliário em plena expansão, não há sinalização de alteração nesse quadro para 2026.

No de veículos automotores, enquanto para os consórcios de motocicletas a projeção é de avanço de 7,0%, para veículos leves a perspectiva aponta para uma repetição de 6,0%, presumidos e superados em 2025. No ano passado, veículos leves chegou 9,4% de aumento, 3,4 pontos percentuais acima do estimado. Motocicletas alcançou 8,3% de alta, pouco mais de quatro vezes os 2,0% projetados.

Especificamente em veículos pesados, considerando a divisão de 51,0% para máquinas agrícolas, 41,0% para caminhões e 8,0% para outros bens como implementos rodoviários e agrícolas, ônibus, aeronaves, embarcações, entre outros, face as oscilações do ano passado com predominância de retrações, a projeção é de estabilidade em 2026, apesar da retração de 15,0% observada no ano passado.

O bom desempenho do segmento de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, registrado em 2025, apontou crescimento de 51,0%, mais que o dobro do programado em 23,0%. Para 2026, conservadoramente o economista da ABAC prevê evolução de 20% para esse segmento.

A recuperação observada no setor de serviços a partir de 2023, após os impactos da pandemia, foi reafirmada em 2024 e 2025. Neste último, os 10,0% projetados foram superados com a obtenção de 16,9%. Para os próximos doze meses, a perspectiva é de alta de 8,5%.

A IMPORTÂNCIA DOS CONSÓRCIOS NA CADEIA PRODUTIVA

O Sistema de Consórcios tem sido a alternativa mais simples e econômica para o consumidor viabilizar seus objetivos de consumo com planejamento e economia. No ano passado, a potencial presença esteve em um a cada três veículos leves vendidos no país.

Além de contribuir com a programação da produção industrial em diversos segmentos onde está presente, o consórcio tem despertado a atenção de fabricantes e usuários de novos produtos.

Presente em outros setores como o das duas rodas, o mecanismo também evoluiu. Nos doze meses de 2025, as contemplações possibilitaram a potencial aquisição de uma moto a cada três comercializadas no mercado interno.

No campo dos veículos pesados, a modalidade sinalizou uma a cada três comercializações de caminhões negociados para ampliação ou renovação de frotas para o setor de transportes, com destaque especial para utilização no agronegócio.

Ao resumir a participação das contemplações do consórcio, durante o ano passado, pode ser conferido pelos mais de R$ 123 bilhões potencialmente disponibilizados ao mercado. O Sistema atingiu 30,0% de possível presença no setor de automóveis, utilitários e camionetas. No de motocicletas, houve 30,8% de possível participação, e no de veículos pesados, a relação para caminhões foi de 28,0%, no período.

No segmento imobiliário, somente em onze meses de 2025, as contemplações representaram potenciais 24,2% de participação no total de 538,37 mil imóveis financiados, incluindo recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e os consórcios, potencialmente um imóvel a cada quatro comercializados.

“Importante lembrar que, ao longo do ano, muitos créditos liberados por ocasião das contemplações no Sistema de Consórcios não são transformados em bens ou em contratação de serviços de imediato”, explica Rossi. “Há valores de consorciados contemplados que ainda estão pendentes de utilização em vários segmentos. Por esta razão, divulgamos dois tipos de classificações: primeiro, as estimativas de potenciais transformações dos créditos em bens nos mercados de cada setor e, na sequência, as relativas às aquisições realizadas”, completa.

AQUISIÇÕES DE VEÍCULOS VIA CONSÓRCIO MANTÉM SUA PARTICIPAÇÃO NAS VENDAS NO MERCADO INTERNO EM 2025

Ao utilizar os dados divulgados pela B3 de janeiro a dezembro do ano passado, os percentuais de aquisição de veículos automotores realizados via consórcio reafirmaram a presença e o gradativo crescimento do mecanismo nas vendas no mercado interno, nos doze meses.

A participação dos consórcios, incluindo leves, motos, caminhões, implementos rodoviários e ônibus, considerando os indicativos de novos e seminovos, variaram de 7,3% a 35,9% entre os totais individuais no período. Cada percentual registrou o interesse dos consumidores, pessoas físicas e jurídicas, pela modalidade como forma de usufruir das características básicas como parcelas acessíveis, não cobrança de juros, prazos longos, poder de compra à vista, isento de cobranças retroativas e de IOF, entre outros.

No segmento de veículos leves, observou-se que, do total geral, 8,7% foram realizados com créditos concedidos por contemplações, enquanto 91,3% originaram-se dos financiamentos.

Na divisão entre novos e usados, verificou-se que 10,0% dos veículos zero km foram comercializados via consórcio enquanto 90,0% foram por financiamentos. Nos seminovos, houve 8,3% pelo consórcio e 91,7% por financiamentos.

No segmento das duas rodas, observou-se que, do volume comercializado no mercado nacional, 28,2% foram utilizados a partir de créditos concedidos por consórcio, e 71,8% provenientes de financiamentos.

Ao separar em novas e usadas, 35,9% foram registrados nas motos zero via consórcio e 64,1% foram por financiamentos. Nas seminovas, houve 7,3% pela modalidade consorcial e 92,7% por financiamentos.

No segmento dos veículos pesados, os caminhões mostraram que do total vendido internamente, 12,7% foram com uso de créditos liberados por consórcio e 87,3% procedentes de financiamentos.

Na separação entre novos e usados, houve 12,3% de caminhões zero comercializados via consórcio e 87,7% por financiamentos. Os seminovos somaram 13,0% via Sistema de Consórcios, enquanto 87,0% foram por financiamentos.

Ainda em veículos pesados, os implementos rodoviários totalizaram 20,8% de vendas pelo consórcio e 79,2% resultante de outras linhas de crédito, no mercado interno.

Na análise entre novos e usados, houve 19,8% de semirreboques zero comercializados via consórcio e 80,2% pelos vários tipos de financiamentos. Paralelamente, os seminovos atingiram 22,0% pelas contemplações e 78,0% por empréstimos variados.

Ainda em veículos pesados, os ônibus totalizaram 11,0% de vendas pelo consórcio e 89,0% foram resultantes de outras linhas de crédito, no mercado interno.

Na análise entre novos e usados, houve 10,7% de ônibus zero emplacados via consórcio e 89,3% pelos vários tipos de financiamentos. Paralelamente, os seminovos atingiram 11,1% pelas contemplações e 88,9% por empréstimos variados.

O MOMENTO DO CONSÓRCIO NA ECONOMIA NACIONAL

Passados mais de 63 anos, o Sistema de Consórcios está presente praticamente em todos os segmentos da economia brasileira como o de automotores, que incluem veículos leves, motocicletas e veículos pesados; imóveis, serviços e eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, e vem ampliando gradualmente seu market share no mercado financeiro. Por decorrência, além de proporcionar a realização de inúmeros objetivos,

 o mecanismo vem alavancando a produção industrial, sem gerar inflação.

Inserido neste cenário, o consórcio vivencia e estimula as mutações do mercado consumidor. Entre os principais fatores indutores está o crescimento da renda do brasileiro, que em dezembro do ano passado aproximou-se de R$ 3.500,00, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Também a inflação em 2025 indicada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), atingiu 4,26% – um pouco abaixo do teto da meta -, divulgada pelo IBGE. Some-se outro destaque deste instituto que, também no final do ano passado: a inédita redução da taxa de desemprego para 5,2%, menor da série histórica, iniciada em 2012. Há ainda a expectativa de crescimento do PIB para 2025 em aproximadamente 2,3% / 2,4%, segundo revisões para cima de instituições como o Banco Central e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Com este panorama, Rossi complementa suas observações lembrando que “os bons desempenhos registrados pelos diversos indicadores consorciais foram produtos das decisões daqueles que, ao optarem pelo mecanismo, vêm participando e propiciando resultados crescentes e significativos nos totais mensais de adesões e nos negócios financeiros, inclusive com vários recordes, e, por decorrência, com maior presença na economia.”

NA DÉCADA, DE 2016 A 2025, O CRESCIMENTO DO SISTEMA DE CONSÓRCIOS

Nos últimos dez anos, somente em meses de dezembro, os 12,76 milhões de participantes ativos de 2025 ultrapassaram os totais contabilizados no período de 2016 até 2024, assinalando recorde histórico.

No indicador de vendas de cotas, também de janeiro a dezembro, houve resultado inédito em 2025. O recorde de 5,16 milhões de adesões foi o maior volume alcançado na década de 2016 a 2025.

Entre os acumulados de consorciados contemplados, considerado o período de janeiro a dezembro dos últimos dez anos, a marca de 1,77 milhão de 2025 foi a melhor do período, mais um recorde histórico.

Matéria transcrita do Release de Janeiro/26 da ABAC – Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios – Economista responsável: Luiz Antonio Barbagallo

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