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A Intervenção Excessiva do Estado na Economia e a Invasão das Pítons-Birmanesas nos Everglades

Do pântano da Flórida às políticas públicas: como a interferência artificial do Estado sufoca o livre mercado e destrói o equilíbrio natural da economia

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Uma ilustração 3D conceitual e metafórica. No centro, uma imensa e detalhada píton-birmanesa (representando a intervenção estatal excessiva) se enrola firmemente ao redor de um sólido pilar de mármore e de gráficos financeiros dourados em formato de setas ascendentes, esmagando-os e causando profundas rachaduras. O cenário é uma fusão intrigante: a base do piso é um pântano sombrio com águas turvas e raízes (referência aos Everglades), enquanto o fundo exibe um ambiente corporativo moderno com painéis de bolsa de valores levemente desfocados piscando em tons de alerta (vermelho e laranja). A iluminação é dramática e contrastante, destacando a força sufocante da serpente sobre as engrenagens do ecossistema econômico. Estilo editorial crítico, hiper-realista e de alta qualidade. Alta resolução, proporção 16:9 (820x468)

Um ecossistema é uma rede interdependente, onde cada ser vivo interage com os outros. Quando esse equilíbrio é alterado, o conjunto como um todo sofre as consequências. Um exemplo são os predadores que evitam a superpopulação de presas e a disponibilidade de recursos limita o crescimento populacional.

Catástrofe ecológica nos Estados Unidos, a invasão das pítons-birmanesas nos Everglades, na Flórida – Estima-se que mais de 300 mil dessas grandes serpentes habitam o pântano – está dizimando a fauna local. As serpentes foram introduzidas nos anos 70 e 80 por solturas acidentais ou irresponsáveis de animais de estimação, ou seja, a intervenção humana em um ecossistema alterou de forma significativa o equilíbrio entre suas conexões.

Na economia não é diferente, pois o Ecossistema Econômico tem características que, quando alteradas, acabam por prejudicar seu bom funcionamento, mesmo que a princípio a intervenção possa parecer benéfica.

Vamos aos exemplos! Em 1986 o Plano Cruzado prometia acabar com a inflação no Brasil, com o seu “congelamento de preços”. Ao querer alterar a lei da oferta e da procura o governo causou o sumiço dos produtos das prateleiras, incentivou o mercado negro e paralisou a produção local. Interferência artificial do ecossistema econômico.

Para quem gosta do socialismo, um exemplo foi a tentativa de Mao Tsé-Tung que tentou transformar a economia agrária em uma potência industrial de forma forçada, com a coletivização, o que resultou na maior fome da história humana, com estimativas de dezenas de milhões de mortes. Interferência artificial no ecossistema econômico.

Entre 2011 e 2014 a política de controle artificial das tarifas de energia elétrica e dos preços de combustíveis na Petrobras gerou forte desequilíbrio fiscal, afetando severamente a saúde financeira dessas empresas e agravando a crise econômica da época. Interferência artificial no ecossistema econômico.

Exemplo atual é o crédito subsidiado, que aparentemente é bom, mas prejudica o mercado financeiro, pois distorce a precificação de risco, eleva o custo dos empréstimos para o restante da economia e reduz a eficácia da política monetária. O crédito passa a depender de intervenções estatais. Interferência artificial no ecossistema econômico.

A manipulação da taxa de juros, que recebe fortes crítica da escola de Economia Austríaca, e com razão, pois muitos investidores aplicam em projetos cujos retornos se mostram vantajosos com a taxa manipulada, mas evaporam quando ela volta ao seu patamar real. Interferência artificial no ecossistema econômico.

Para finalizar, um exemplo de interferência que mostrou seus efeitos no longo prazo foi a política de aceleração de crescimento no Brasil por meio da indústria automobilística. Geradora rápida de investimentos e empregos, a indústria automobilística acelerou o modelo de transporte no país por meio de estradas, e consequentemente as ferrovias foram deixadas de lado. O efeito atual dessa política foi o que nos deixou dependentes de óleo diesel, o qual não somos autossuficientes na produção. Dependentes de importação, ficamos sujeitos às variações de preços quando há qualquer crise internacional, e o efeito é o aumento de preços em toda nossa cadeia produtiva, gerando inflação.

ECONOMISTA da ABAC, MESTRE em Finanças, PROFESSOR Universitário e membro do Comitê de Estudos Econômicos da ABAC - Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios.

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