Rock
The Dark Side Of The Moon do Pink Floyd e a Atemporalidade do Rock
Muito além da música: como os temas do icônico The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, continuam traduzindo perfeitamente as ansiedades e complexidades da vida contemporânea
O Rock é atemporal, pois as letras exploram sentimentos que não envelhecem. Amor, rebeldia, ansiedade, ganância, liberdade, angústia, solidão, entre outros, estão na mente das pessoas como estavam nos 1950, 1960 e 1970.
Para mim, nenhum álbum simboliza tanto essa atemporalidade como The Dark Side Of The Moon do Pink Floyd. Lançado em 1973 ficou 741 semanas consecutivas na Billboard 200 dos EUA, entre o seu lançamento e o ano de 1988.
O álbum é uma obra prima que projeta em suas faixas os mais diversos sentimentos. A começar pela música “Speak to me/Breathe” que faz reflexão sobre a exaustão da vida moderna. Existe alguma diferença nessa questão em 1973 e 2026?
Em seguida temos “The Great Gig In the Sky”, faixa em que a finitude da vida é explorada. Já “Any Colour You Like” nos mostra que a sociedade nos dá a falsa impressão de que temos liberdade para definir nossos caminhos, mas na verdade o sistema nos controla. Qualquer semelhança com os dias de hoje não é mera coincidência. “Money” evidentemente explora a ganância.
Em “On the Run” o estresse e a ansiedade são os temas em que a viagem do álbum do prisma nos leva. Se isso já era relevante em 1973, imagine hoje em que a ansiedade é um dos maiores desafios da saúde pública.
Em ”Brain Damage” temos a fragilidade da mente humana, e em Time a reflexão é pela passagem do tempo e a importância de viver o presente.
Chegamos à maravilhosa “Us and Them”, onde a crítica vai para a divisão e a diferença entre os seres humanos, lembrando que somos todos iguais. Finalizando com “Eclipse”, a banda nos mostra que temos coisas boas na vida, e que estão ao nosso alcance, contudo, nós não as aproveitamos.
Álbum The Dark Side Of The Moon – Pink Floyd 1973

