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O Amor ou Ódio ao Rock Progressivo

Ame ou odeie: a sofisticação, os longos solos instrumentais e a genialidade lírica que transformaram o rock progressivo em um divisor de águas na história da música

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Uma ilustração 3D surrealista, conceitual e rica em detalhes que homenageia a era de ouro do rock progressivo. No centro da cena, instrumentos musicais clássicos e modernos se fundem de forma artística: os braços de uma guitarra contrabaixo se transformam em teclas de um imenso sintetizador analógico, cujos cabos e fios de patch de neon brilhante serpenteiam pelo chão. Ao fundo, uma bateria gigantesca e complexa flutua sob um céu estrelado que remete a capas de álbuns clássicos de ficção científica e fantasia. Da lousa do sintetizador, saem notas musicais douradas e formas geométricas abstratas flutuando no ar, simbolizando a fusão do jazz e da música clássica. A iluminação é dramática, com tons de roxo, azul cósmico e dourado. Estilo de arte conceitual, nostálgico e de alta fidelidade visual. Alta resolução, proporção 16:9 (820x468).

Estilo musical complexo, em que as músicas trazem temas líricos e baseados na literatura, o Rock progressivo nasceu no final dos anos 1960. A transição começa com os Beatles e Pink Floyd, mas o lançamento do álbum In The Court of The King, do King Crimson em 1969 é o marco que define o primeiro grande trabalho do gênero. A partir daí surgiram, além do Pink Floyd, as bandas Yes, Emerson Lake & Palmer, Genesis e Rush, entre outras não tão badaladas.

O gênero trouxe sofisticação ao Rock ao incorporar elementos do Jazz e música clássica. Suas letras são complexas e muitas vezes longas.

Resumidamente a definição do trabalho de alguns dos que citei é:

Pink Floyd – Com uma experimentação sonora que na primeira fase, mais psicodélica, liderada por Syd Barrett, misturou blues e pop, e na segunda com David Gilmour e Roger Waters criou músicas longas e instrumentais. Destaco aqui a obra-prima The Dark Side Of The Moon.

Yes – Também com músicas de estruturas longas e influência da música clássica, a banca teve na voz marcante de Jon Anderson seu ponto forte.

Emerson Lake & Palmer – Formado por Keith Emerson, Greg Lake e Carl Palmer, o ELP se destacou por ter sido um dos pioneiros a trazer o sintetizador para o Rock.

Genesis – A banda teve uma pegada teatral na primeira fase com o vocalista Peter Gabriel. Já na segunda fase, com a saída de Gabriel e a ascensão do baterista Phil Collins, a pegada ficou mais pop.

Rush – A banda canadense se destaca pela versatilidade, pois evoluiu do hard rock, tem raízes no blues até chegar ao rock progressivo. Muitos (inclusive eu) não a consideram uma banda do gênero. O destaque aqui vai para o falecido baterista Neil Peart, um craque que compunha e planejava seu trabalho na banda, dominava os compassos e mudanças abruptas no andamento das músicas, executando ritmos distintos de forma simultânea com as mãos e os pés.

Quando ouvíamos Rock progressivo na adolescência, a viagem era basicamente através do som. Entender a letra era de fato um segundo plano, pois o que mais despertava a imaginação eram as variações instrumentais em cada obra. Hoje, com toda a informação que a internet nos traz, é muito mais fácil, para quem tem interesse, entender o que as sofisticadas e complexas letras tinham a dizer.

Rock progressivo: Ou você ama ou odeia. EU AMO.

ECONOMISTA da ABAC, MESTRE em Finanças, PROFESSOR Universitário e membro do Comitê de Estudos Econômicos da ABAC - Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios.

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