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O Poder Corrompe

De Orwell a Bastiat: uma reflexão profunda sobre as armadilhas do totalitarismo disfarçado e a defesa inegociável da liberdade contra as seduções do poder absoluto

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Uma ilustração 3D conceitual, dramática e reflexiva sobre política e poder. No centro, uma balança clássica e imponente que pende perigosamente para um dos lados. Em um dos pratos da balança, há uma pesada coroa dourada de onde escorrem sombras densas (representando o poder absoluto e a tirania); no outro prato, muito mais leve e banhado por um feixe de luz celestial quente, repousa um pergaminho aberto com uma pena brilhante (simbolizando a constituição, as leis e a liberdade inegociável). Ao fundo, levemente mergulhadas nas sombras, silhuetas imponentes e nebulosas de figuras engravatadas (com uma sutil e elegante alusão aos porcos de Orwell) observam a cena. A atmosfera é cinematográfica, com contrastes fortes entre claro e escuro (chiaroscuro), utilizando tons de cinza chumbo, vermelho escuro e dourado iluminado. Estilo editorial político de alta resolução. Proporção 16:9 (820x468)

Em uma das passagens de A Revolução do Bichos, o porco Napoleão assume o poder, instala ditadura e expulsa seu rival, o porco Bola-de-Neve.

Romance sempre atual, a obra de George Orwell critica o poder absoluto e o totalitarismo com que muitos governantes ainda se valem para controlar a opinião pública e impor suas ideias.

Demonstra que os oprimidos ao assumir o poder, sem manter a liberdade que tanto defendiam antes, produzem a mesma tirania ou até pior do que a anterior.

O interessante é que, hoje, essa tirania é disfarçada de democracia, pois os que assumem o poder não se valem de imediato de atitudes e imposições totalitárias. Em uma linguagem popular, vão “comendo pelas beiradas”, tomando certas medidas aqui, outras ali, até que, ao final, a liberdade é tolhida.

Antonio Gramsci, na minha opinião, é o autêntico “comedor pelas beiradas”. Suas ideias de hegemonia cultural, em que o poder não é sustentado pela força, mas pelo “consentimento” da sociedade. Em que a dominação por uma classe dominante que “impõe” sua moral e sua visão de mundo como se fossem coisas naturais e universais, é o tipo de poder assumido que faz pior do que o antecessor.

A liberdade deve ser um valor inegociável, e sua defesa deve ser algo que não dependa de uma só pessoa, mas de concepções formais escritas em uma constituição que não admite “quebra galhos momentâneos”.

Frédéric Bastiat foi de uma clareza incrível quando afirmou que: “Se as tendências naturais da humanidade são tão más que não é seguro permitir que as pessoas sejam livres, como é que as tendências desses organizadores são sempre boas? Por acaso os legisladores e seus agentes nomeados não pertencem também à raça humana? Ou acreditam que eles próprios são feitos de um barro mais fino do que o resto da humanidade?”

Disse tudo não? E você: prefere Bastiat ou Gramsci?

ECONOMISTA da ABAC, MESTRE em Finanças, PROFESSOR Universitário e membro do Comitê de Estudos Econômicos da ABAC - Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios.

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